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sábado, 5 de janeiro de 2013

Ponto Final - Notinhas do Forrest Bump





Ponto final
Com réplicas e tréplicas encerrou-se o assunto que pautou a semana envolvendo a presidência da Câmara. Talvez a mais debatida até hoje.

Ponto final II
Provavelmente mais debatido que o episódio da aprovação das contas do ex-prefeito Mirinho Braga em 2004, quando seu amigo pessoal, Fernando da Marisol, votou pela reprovação de suas contas.Talvez a semelhança com os fatos recentes tenha trazido à tona a questão "amizade X política" e gratidão, que o eleitor, de maneira geral, ainda não consegue discernir .

Sem coração.
Felipe Lopes e Lorram Silveira fizeram o que qualquer outro político faria. Cada um  (Felipe e Lorram) tem seu projeto político individual. Olharam para frente e concluíram que esta seria a melhor decisão. O posicionamento dos dois nesse episódio pode ter interpretações diversas, mas só tempo revelará se o resultado vai ser negativo ou positivo para ambos. Pela regra, o ditado que se usa no meio é : "Política não se faz com o coração. Se faz com a razão".

Fatos e versões
As versões expostas ao público também contribuíram para colocar o assunto em pauta.
Em matéria de política, ainda mais quando envolve disputas, as versões mantém uma distância considerável dos fatos verdadeiros. E na maioria das vezes, há duas ou mais versões empacotadas para cada fim necessário. A mais 'bonitinha', devidamente enfeitada, será aquela que o público/eleitor irá consumir. E consumiu.

Lições
Esses acontecimentos deixaram lições já conhecidas e repetidas para o eleitor e, principalmente para os políticos. A primeira delas: amizade pessoal não é levada em consideração na mesa de negociação de acordos políticos.

Outra lição.
Não adianta impor nomes a um grupo sem o consenso de todos. Ainda mais quando há no grupo, e sempre haverá, vereadores com pretensões e interesses políticos "urgentes".

Última lição.
Se o PDT tivesse 'mapeado' cada membro do grupo, seus interesses e suas conexões. E buscasse, sem imposições, o consenso, evitaria infiltrações externas no processo, que foi exatamente o que aconteceu nesse episódio. Com esse imbróglio, o partido ficará em posição indefinida no cenário diante da bipolaridade política de dois de seus integrantes. Ponto final.

República da Rasa
Rasa, o país que mais cresce, e já faz parte do BRICS ( os cinco países ricos emergentes),  já tem suas regras de proteção ao comércio interno  que beneficiam o consumidor daquele país. Os preços nos materiais de construção são tradicionalmente mais baratos lá que na península. Para proteger o consumidor interno, o preço do material de construção sofre variação para cima para quem não tem cidadania naquele país.

Pouca privacidade
Aquele senhor simpático e conversador que morava no ponto de ônibus, em frente ao hospital municipal, deixou sua residência e foi embora. Alegou falta de privacidade e má localização do imóvel. Uma pena. Perdemos mais um morador de bom poder aquisitivo.

Farofa
A prefeitura de Angra dos Reis proibiu através de decreto que os "farofeiros" ,aqueles turistas de alto poder aquisitivo de cerveja nos isopores, pratiquem sua atividade preferida: o churrasquinho de gato. Por enquanto, o decreto só afeta essa categoria. O som alto e aqueles "gordinhos" que se enrolam na areia, e são carinhosamente chamados de "bife à milanesa", estão liberados.

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Sérgio Luiz: "Nada justifica a ingratidão"


“Nem lavando a boca com água sanitária, nem com dentes de ouro, nem arrotando caviar, o nobre Edil pode sequer pensar em falar de Mirinho.”


Foto: Sérgio Quissak

Sergio Luiz da S. Santos - Advogado

Embora soubesse que os vereadores Felipe Lopes e Lorram ainda precisam amadurecer mais, confesso que me surpreendi com a dificuldade de lidarem com a crítica, ao ponto de, afoitamente, revelarem coisas que certamente se arrependerão.

Em momento algum ataquei os nobres Edis. Escrevi dois artigos, simples opinião na verdade, de quem vive e convive com a política há mais de 20 anos, nos quais apenas expus uma leitura  (minha) dos fatos, sem sequer emitir opinião sobre um ou outro. Sequer disse se agiram certo ou errado.

Sobre Felipe Lopes, disse o que todos sabem: “É egresso do grupo político que venceu as eleições; que não irá “colar” nele a imputação de traição; e que conhece o caminho que resolveu voltar trilhar” Alguma inverdade nisso? Alguma ofensa? Ao contrário, minha leitura foi de que não sofrerá qualquer “estrago” eleitoral.

Quanto ao Lorram, basta ter vivido um pouquinho para saber que mudar de grupo, quer político, social ou cultural, dar uma guinada muito violenta no posicionamento, gera dificuldades, tornando óbvio o que seja “não ser do mesmo cardume”; “trilhar mar revolto” e “ficar a deriva”, por exemplo.


"O que o ilustre vereador não percebeu é que a “pecha da traição” já lhe estava colada antes da votação para a Mesa da Câmara."


E, quanto a “não se livrar da imputação da traição”, o nobre Edil também não entendeu.  Isto não é necessariamente meu pensamento. Sou calejado, já vi e vivi o suficiente para não me surpreender com nada, e sei exatamente porque certas coisas acontecem. Mas o eleitor de modo geral não. O eleitor, o cidadão que não vive o meio, pouco sabe o que de fato ocorre.

O que o ilustre vereador não percebeu é que a “pecha da traição” já lhe estava colada antes da votação para a Mesa da Câmara. Ele teve a chance de se livrar dela, mas não o fez.  Se a deliberação do PDT, que, diga-se, só ocorreu porque o vereador Lorram exigiu, foi tão favorável a Henrique Gomes, o foi exatamente porque a confiança da maioria do partido e do Governo nos referidos Edis já não existia mais.

Como explicar a insistência para que o Partido deliberasse, e depois não cumprir a deliberação do Partido ?


“É ridículo o vereador Lorram tentar inverter as coisas, e dizer que foi Mirinho quem rompeu com ele.”


Com tais reações intempestivas, o que os dois vereadores conseguiram demonstrar é que não só não estão preparados para alçar voos mais altos, como nem mesmo estão preparados para lidarem com a crítica, conviver numa sociedade democrática, enfim, conseguiram demonstrar apenas que não estão preparados para o exercício de qualquer cargo público eletivo.

Vou lavar minha boca com água sanitária sim, mas com aquelas de verdade, não as de mentirinhas (não sou assim), e então falarei: É ridículo o vereador Lorram tentar inverter as coisas, e dizer que foi Mirinho quem rompeu com ele. Nem lavando a boca com água sanitária, nem com dentes de ouro, nem arrotando caviar, o nobre Edil pode sequer pensar em falar de Mirinho.  Nada justifica a ingratidão. O silêncio é sempre um grande aliado.

Ah, um lembrete ao vereador:  em tempos de Nextel a maioria das pessoas usam o viva voz do radio ligado!


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Lorram e Mirinho: fim de papo


"Liguei pro Mirinho alguns dias antes da sessão, disse que iria votar no Leandro. Ele respondeu: você vota em quem você quiser. Pessoalmente continuaremos amigos, vamos nos cumprimentar. Politicamente seguiremos em lados opostos."

Facebook


De Ipad para Ipad. Assim fizemos este bate-papo, eu e Lorram, durante a tarde de ontem. Uma hora a conexão ficava lenta, outra hora voltava ao normal. E isso gerou alguns atrasos na dinâmica das repostas e nas perguntas de ambas as partes. Mas no final das contas, acho que deu certo.

Não sei se Lorram conseguiu ler algumas perguntas. Uma delas, sobre os comentários de Messias no Facebook quanto ao interesse do segmento de espulação imobiliária na indicação do vereador Leandro. Essa pergunta ficou sem resposta.

Lorram é sanguíneo. Escreve como se estivesse falando. É direto e franco nas respostas, critica diretamente a escolha de Henrique Gomes para a presidência da Câmara, diz que vai fazer uma oposição 'responsável' e fala de seu rompimento político com o ex-prefeito Mirinho Braga.


Lorram, vou fazer a mesma pergunta que fiz ao vereador Felipe Lopes, mas gostaria que você desse uma resposta diferente.
Felipe Lopes disse que a "escolha de Henrique Gomes foi do ex-prefeito Mirinho Braga". Qual foi o motivo da rejeição ao nome de Henrique Gomes para a presidência da Câmara?

A escolha do nome de Henrique Gomes foi do Mirinho, eu não tenho duvidas em AFIRMAR isso. E não tinha problema nenhum. Só que não foi explicito esse apoio perante todos, só entre alguns vereadores. Até mesmo por que eu e o Felipe Lopes pleiteávamos a indicação do Partido (PDT).



"Se quando Henrique Gomes  era secretário de Governo não respeitava vereador, imagina como presidente da Câmara."


A rejeição ao nome do Henrique foi de TODOS os vereadores. Vou repetir, TODOS!  Porém, no decorrer do processo, alguns passaram a acreditar que Henrique seria o melhor para a presidência, e essa rejeição se deu por que ele, era um dos secretários que não atendia aos vereadores, não respeitava os vereadores. Ou seja, se quando Henrique Gomes  era secretário de Governo não respeitava vereador, imagina como presidente da Câmara.

Eu sempre falei, e você, Alan estava em uma reunião de secretariado, quando alertei da importância da parceria que deveria existir entre secretários e vereadores. Pois o vereador esta na ponta, na rua, ouvindo os anseios e vendo os problemas da população. Nada pessoal contra Henrique Gomes, mas entendi e entendo que não seria ele o melhor nesse momento.


O que se escuta nos bastidores é que até o último momento, você havia confirmado e 'dado a palavra' que votaria junto ao seu grupo, (Messias, Joice, Gugu de Nair e Henrique Gomes). Por que você mudou de ideia?

Posso DIZER, AFIRMAR,NEGAR que em NENHUM MOMENTO empenhei minha palavra com o grupo do Henrique Gomes.

O que houve, foi uma tentativa de unir os nove vereadores em um mesmo entendimento nessa reta final, para que não houvesse perdas de vereadores na composição da Mesa Diretora.
Você mesmo colocou no seu twitter, se não me engano, que eu havia" apalavrado" com Felipe Lopes.

Recebi no dia da eleição, Henrique Gomes, Joice, Gugu e Messias em minha casa, e a conversa foi nessa linha, de viabilizarmos esse consenso.

É IMPORTANTE LEMBRAR, que o Henrique Gomes, Messias, Gugu e Joice, já haviam fechado a questão da presidência com um quinto vereador,  e eu e o Vereador Felipe Lopes, não fazíamos parte. Você sabia disso?


Quem era o quinto vereador?
Pergunta ao Gugu de Nair.


No governo do ex-prefeito Mirinho Braga, você foi governista , sendo inclusive um dos vereadores mais próximos ao ex-prefeito. Qual será sua postura nesse novo mandato?

Durante 4 anos apoiei e apoiaria de novo o Mirinho. Claro, que com uma mudança radical daquele secretariado. Se você pegar os registros da Câmara  vai ver que cobrava atitudes dos secretários que nos finais de semana desligavam os celulares, e só voltavam na segunda feira. Secretário tem que estar a disposição da população, resolvendo os problemas e dizendo não quando não é possível. 



"Não vou pregar o quanto pior melhor, nao vou fazer oposição por oposição, querer atrapalhar ao novo prefeito, a cidade é nossa."


Muita gente, inclusive você Alan, confundiram as coisas. Continuo no PDT! Estarei fazendo oposicao ao novo governo, cobrando ações e obras prometidas a nossa população. Mas não vou pregar o quanto pior melhor, não vou fazer oposição por oposição  querer atrapalhar ao novo prefeito, a cidade é nossa.

E tem mais. Como foram nos últimos 4 anos, sempre expus, falei e divulguei minhas ações, meus posicionamentos, e assim continuará sendo.


Como fica o seu relacionamento pessoal e político com o ex-prefeito Mirinho Braga a partir de agora?
Liguei pro Mirinho alguns dias antes da sessão, disse que iria votar no Leandro. Ele respondeu: você vota em quem você quiser. Pessoalmente continuaremos amigos, vamos nos cumprimentar. Politicamente seguiremos em lados opostos. Então, Mirinho já respondeu a sua pergunta.

Eu, infelizmente só lamento, porque tenho um carinho enorme por toda a família do Mirinho, cresci politicamente com o Mirinho, mas se ele, infelizmente, pensa assim. Vou seguir em frente.

Tive boas conversas e discussões com Mirinho. DESTA VEZ, o entendimento foi diferente. Aí parece que virei o vilão. Até Sergio Luiz, pra você ver. Sérgio Luiz, esta me atacando. Sergio Luiz tem que lavar a boca com água Sanitaria pra falar de mim.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

"Mirinho não perdeu! Ele escolheu o nome errado"



"Falar em traição como fez Sérgio Luiz é cuspir na cara de Lorram depois de tudo o que ele fez pela governabilidade!"

Foto: Bebeto Karolla


Em tom  de desabafo. 
Foi assim que o vereador Felipe Lopes expôs seu ponto de vista sobre as negociações que envolveram a presidência da Câmara. Nessa micro entrevista feita via chat do Facebook, o vereador fala de sua insatisfação quanto a escolha, - que ele atribui ao ex-prefeito Mirinho Braga-,  do vereador Henrique Gomes para concorrer à presidência, e aproveita para fazer, com certo ressentimento pela falta de reconhecimento e ingratidão,- uma radiografia dos últimos anos como vereador da base governista do ex-prefeito.

Você disse em seu comentário no Facebook que "Mirinho não perdeu a disputa na Câmara, ele só escolheu o nome errado!" Qual foi o motivo da rejeição ao nome de Henrique Gomes para a presidência da Câmara?

A palavra rejeição é muito pesada para este contexto político. Diria que Henrique deixou de ser escolhido! Por isso disse que "Mirinho não perdeu! Ele só escolheu o nome errado", porque ele sabia que eu e o vereador Lorram já tínhamos escolhido Leandro. Ele sabia!
Mais construtivo do que dizer porque não votei em Henrique é dizer porque votei em Leandro;

Então por que você votou em Leandro?

Leandro é um vereador jovem, que começou junto comigo, cabeça nova, com o maior número de votos do município; que esteve junto 4 anos defendendo o governo e o prefeito, votando com o governo sempre, e passando pela fase mais difícil que tivemos quando o governo perdeu a maioria, nós perdemos a presidência por termos acompanhado Messias até o fim, e fomos massacrados pela oposição. Isso tinha que ter sido levado em consideração!


"Mirinho só foi candidato porque o preservamos da cassação de suas contas, que a oposição tanto queria votar."


Você e Lorram se sentiram excluídos do processo de escolha da presidência ?

A escolha de Mirinho por Henrique soou como ingratidão à todo o trabalho e proteção que fora prestado ao governo e ao prefeito nos últimos 4 anos.
Mirinho só foi candidato porque o preservamos da cassação de suas contas, que a oposição tanto queria votar; você não se lembra?!
Nos ausentamos de dezenas de sessões, sendo expostos em jornais regionais e até em mídia nacional para garantir que o Prefeito concorresse as eleições.
Mirinho jamais deveria ter escolhido Henrique! Henrique não segurou o que nós seguramos, e que hoje não é olhado com importancia porque já não precisam mais do nosso sacrifício.


"Fizemos tudo pelo governo, e o presidente deveria ser um de nós como acabou acontecendo."


Diante dessa decisão, e consequentemente o ruído causado na relação partidária entre você e seus colegas, qual será sua postura na Câmara em relação ao executivo?

Nao houve ruído na minha relação com os demais colegas. O que aconteceu foi só uma disputa comum pela presidência.
Quanto minha postura na Camara, continuará a mesma. Sempre voto no que acredito que devo votar, por isso fui o vereador da base do governo que mais votou com a oposição, porque achava necessário os requerimentos feitos independente de Partido.
Vou continuar votando no que acredito que devo votar.

E o que você achou do artigo do ex-procurador Sérgio Luiz publicado aqui no blog?

Falar que Lorram é traidor como fez o ex- procurador Sérgio Luiz é cuspir na cara de Lorram depois de tudo o que ele fez pela governabilidade!
As pessoas esquecem rápido, mas o governo não perdeu porque os vereadores deixaram de pedir votos, ou porque não deram o que o governo precisou quando pediu. Fizemos tudo pelo governo, e o presidente deveria ser um de nós como acabou acontecendo.
Leandro acabou sendo a maneira de expressarmos todo este sentimento e encarna-lo na forma de Presidente.

Você vem em carreira ascendente como vereador e como qualquer político tem ambições. Qual o seu projeto político para os próximos 4 anos?

 Meu projeto político para os próximos 4 anos, diria que é apenas legislar.


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Quem perdeu foi o Lorram

A primeira vitória do Executivo pode representar uma grande derrota para André Granado. 




Por Sérgio Luiz - Advogado

A Mesa Diretora da Câmara de Búzios eleita, embora com o apoio do Executivo, contou com a interferência direta de setores do ramo imobiliário, que defendem um maior adensamento da Península, sobretudo com  os chamados condomínios geminados, onde é permitida a construção de duas casas numa mesma fração ideal de terreno.

"Genilson tem “vida” própria e pretensões ousadas."

Isto, porém, é exatamente o que não desejam os novos Secretários de Planejamento e de Meio Ambiente. Então, o confronto da Mesa do Legislativo com estes setores do Executivo será inevitável e iminente, e como não se pode exonerar vereador, a situação de alguns secretários ficará insustentável.

Mas, na mesma proporção que estes Secretários se enfraquecerão, o nome do vereador Genilson Drumond voltará a ganhar força para ser um “Super Secretário” na área, o que tanto almejava, e mais, é também o desejo desse grupo interessado em mais condomínios na Península, já que Genilson tem “vida” própria e pretensões ousadas.

É bom lembrar que Genilson poderia ser hoje o Prefeito de Búzios no lugar de André Granado, e a perda da indicação na convenção do partido certamente não foi totalmente digerida, basta lembrar as relações durante todo o período de campanha.

"O maior perdedor, sem dúvidas, o Vereador Lorram, que não tem outra alternativa que não seja compor a base de sustentação do Executivo na Câmara." 

 Então, não é difícil imaginar que essa vitória do Executivo na Câmara, pode representar uma derrota pessoal de André, que só será sentida (e percebida) no médio e longo prazo.

Talvez o maior vitorioso nesse processo tenha sido mesmo o Vereador Genilson Drumond, e o maior perdedor, sem dúvidas, o Vereador Lorram, que não tem outra alternativa que não seja compor a base de sustentação do Executivo na Câmara. 

Talvez o Vereador Lorram não tenha percebido que não se tratou apenas da eleição para Mesa Diretora da Câmara. Felipe Lopes está “em casa”, já que é egresso do grupo vencedor das eleições majoritárias, então não lhe causará estragos qualquer tentativa de imputar traição, e  conhece bem o terreno que resolveu voltar a trilhar.

Lorram, ao contrário, jamais se livrará da imputação de traição, e se pensar em votar matérias contra o governo, terá suas entranhas expostas em praça pública sem dó, nem piedade, pois jamais será peixe do mesmo cardume, e já cumpriu o papel que lhe foi especialmente reservado, e velejará um mar desconhecido, que quando estiver revolto ficará sozinho a deriva.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Câmara de Búzios - Notinhas do Forrest Bump





Câmara
Apesar do cordão de isolamento feito pelos vereadores Messias Carvalho, Henrique Gomes, Joice e Gugu de Nair em torno de Lorram durante todo o dia que precedeu a votação para presidência da Câmara, não teve jeito. O vereador Lorram sucumbiu e confirmou seu voto no vereador Leandro Pereira como novo presidente da Câmara.

Câmara II
A perda de uma eleição gera uma reação em cadeia. Desde a derrota nas urnas, Mirinho vem acumulando perdas políticas. Perdeu a primeira quando os vereadores deram de presente de natal ao prefeito André, o remanejamento de 50% do orçamento anual. E perdeu a segunda, com a vitória do vereador Leandro Pereira (PSDB) para a presidência da Câmara de Búzios. Essa última, provavelmente mais dolorosa, pois teve como ator principal, o vereador Lorram, seu amigo pessoal. Amizade em política é igual casamento de freira. Não existe. 

Câmara III
Mirinho provavelmente perderá mais uma vez e essa será a última desse ciclo. Com a definição da presidência da Câmara, tudo indica a provável maioria que o prefeito André Granado terá na Câmara. A tradição em Búzios se confirma: não existe oposição em Búzios.

República da Rasa
A Rasa é uma espécie de "pré-sal" buziano. É o país do futuro. Cresce proporcionalmente mais que a população mundial. E ainda tem uma vantagem: enquanto a outra parte da cidade faz fronteiras com o mar, a Rasa faz fronteira com a Maria Joaquina, a nova jóia da coroa cabofriense na administração de Alair Correia.

República da Rasa II
Se a Rasa é o pré-sal buziano, Chiquinho Atacadão é o Eike Batista. A filial da Rasa, do Lagos Supermercados, que patrocinava seu programa de rádio quando ele podia falar, e foi recentemente inaugurado, é o assunto mais comentado e 'consumido' daquele país. Com preços mais baratos que os da peninsula, - pais vizinho - a Rasa fica cada dia mais atrativa para imigrantes. Já, já colocam uma patrulha de fronteira.

Helicópteros
A quantidade de helicópteros em Búzios hoje, se iguala a mesma quantidade de 'fuscas' na década de 70. Isso quer dizer que em 30 anos teremos os mesmos problemas de congestionamentos aéreos que temos hoje em terra.

Helicópteros II
O único detalhe é para o índice de acidentes com fuscas naquela época. A cada 10, cinco se envolviam em acidentes espetaculares. A estrada ao lado do Campo da SEB, o mesmo local de pouso irregular dos helicópteros atualmente, era o local preferido dos "barbeiros" para acidentes com fuscas.

Blog novo
O deputado estadual, Janio Mendes (PDT), derrotado nas eleições para prefeito de Cabo Frio, estreiou 2013 com blog novo. Janio inicia segunda parte de seu mandato focando na comunicação como estratégia de visibilidade e de ataque. Tudo indica que seu blog será um dos instrumentos principais para oposição ao prefeito Alair Correia (PR). O endereço é esse www.blogdojaniomendes.blogspot.com.

Blog velho
Como acontece no Alabama, político que perde mandato quase sempre adota um blog. E o que ganha, aposenta.
O prefeito Alair Correia e seu grupo, passaram os últimos anos fazendo duas coisas: soltando fogos e escrevendo o blog. Ambos, o blog e os fogos, bombardearam o ex-prefeito Marquinhos Mendes e encheram o saco dos cabofrienses. Agora o pavio está nas mãos de Janio que não vê a hora de acender o fósforo.




Buzinando no Perú Molhado
O Perú é o único jornal do mundo que revela, entrega e compromete suas fontes. Enviei um email 'despretencioso e desinteressado', 'metido' a release de assessoria de imprensa mesmo, para que o editor conhecesse o blog. E saiu essa nota tão sutil quanto Hamber e Marcelo Lartigue são.

Nota chapa branca.
O novo prefeito de Búzios, André Granado (PSC), já estava trabalhando antes mesmo do início oficial de seu governo. Convocou assessores e passou toda a madrugada do dia 1o percorrendo os pontos mais críticos da cidade.Como todos sabem, a noite de reveillon e o dia seguinte, são os períodos de frequencia máxima do número de pessoas em Búzios. Ideal para medir o tamanho do problema. Quem não gostou da convocação foram os assessores que nem conseguiram engolir o pernil da ceia.

O suicídio político


Antes de jogar o jogo político é preciso conhecê-lo, saber que Executivo e Legislativo são Poderes independentes e harmônicos, e com representatividades distintas. E é desta representatividade que não se pode abrir mão. Ainda que inconscientemente, o eleitor não entende, nem recebe bem, esse negócio de entregar o Legislativo ao Executivo.





Por Sérgio Luiz *


A queixa de falta de renovação na política é frequente, inclusive por parte de políticos que buscam alçar voos mais altos. Mas de quem é a culpa? Dos próprios queixosos.

De um lado, cidadãos que se queixam, mas não se dispõem a ingressar na carreira política, e de outro, políticos que dizem querer alçar voos mais altos, mas agem contra si mesmo, num verdadeiro suicídio eleitoral. Um exemplo claro pode ocorrer, mais uma vez, em Búzios, onde dois jovens vereadores reeleitos, que dizem almejar o cargo máximo do Munícipio um dia, mas que estão por ceifar prematuramente suas futuras pretensões.


"Esta entrega caracteriza renúncia de Poder de representatividade"

Eleger uma Mesa Diretora do Legislativo que agrada ao Executivo por interesses menores, além de incompreensível, é o que ceifa na raiz qualquer possibilidade de crescimento político-eleitoral de vereadores. É muito diferente votar uma matéria específica, ou até mesmo fazer parte da bancada de sustentação do Executivo, que não é desonra, nem renúncia do poder, já que continuarão tendo o bastão da avaliação permanente do desempenho do Executivo (para continuar apoiando ou não), de entregar a representatividade do Legislativo ao Executivo.

Uma vez entregue a representatividade esta é irrecuperável, pois ao contrário das matérias, não se elege Mesa Diretora a cada sessão. Esta entrega caracteriza renúncia de Poder de representatividade, a única coisa que pode tornar vereadores maiores ao ponto de almejarem um dia uma candidatura a Prefeito.


"Então, que me desculpem esses nobres Edis, mas nunca mais falem que têm Projeto Político"

Sem esta representatividade de nada adianta fazer oposição, espernear ou gritar, pois as representatividades dos dois poderes pertencerão a um único político que só aumentará sua representatividade eleitoral (potencial de votos), e com isso reduzirá ainda mais a possibilidade de surgir uma liderança vinda do Legislativo, pois os vereadores continuarão a serem vistos pelos eleitores como meros despachantes de luxo.

Se isso não fosse verdade os representantes do Executivo não se empenhariam tanto na obtenção da representatividade também do Legislativo, bastaria obter uma boa base de sustentação para apreciação e votação das matérias.  Então, que me desculpem esses nobres Edis, mas nunca mais falem que têm Projeto Político, pois se acham que tem, o Projeto é medíocre, senão não custaria tão pouco.

Sem postura política e representatividade não há crescimento.


*Sérgio Luiz é advogado