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sábado, 9 de janeiro de 2021

Tempos extraordinários exigem medidas extraordinárias

O aviso relembra o pesadelo de 2020



Comercios fechados, desemprego, falta do auxílio emergencial do governo federal, aumento de casos de covid, falta de leitos: essa é uma realidade provável para os próximos meses em cidades pequenas como Buzios; podem ser os meses das vacas magras, se preferirem a metáfora bíblica de José do Egito.

Tempos extraordinários exigem medidas extraordinárias.

domingo, 14 de junho de 2020

Búzios não tem plano “B”

Aviso afixado num loja da Turíbio de Farias, rua nobre do Centro de Búzios


Do ponto de vista sócio-cultural podemos dividir Búzios em duas eras: antes e após Brigitte Bardot (1964). A própria atriz em sua biografia lamenta que após sua estadia na pacata comunidade de pescadores Búzios tenha se tornado, em suas palavras, uma espécie de “Saint Tropez” dos trópicos.  Não se iludam, a atriz fez a comparação em tom depreciativo. 


Deixando os aspectos culturais para outra oportunidade, a economia buziana, antes baseada na pesca e na agricultura de subsistência viu surgir uma nova matriz econômica: o turismo. Nos anos que se passaram, a pesca e a agricultura sucumbiram ao novo modelo e uma nova geração de renda fez Búzios ir ao infinito e além.


No entanto, no decorrer das décadas a cidade prosperou, mas prosperou mal — se é possível esse paradoxo. Não foi pensado, tanto pela iniciativa privada quanto pelo poder público, outras alternativas que pudessem gerar novas matrizes econômicas, e dessa forma, nos tornamos refém de uma industria próspera, porém, exposta à crises econômicas; as mais recentes na Argentina e no Chile, nossos principais mercados. Não bastasse isso, temos outro desafio diante de nós: a pandemia. Sob um ângulo local. a covid-19 levou a economia buziana à lona, afetou todos os segmentos possíveis e como no “Boxe” abriu contagem: 1,2,3,4,5… E se chegarmos a 10?  


"Não é momento para mensagens motivacionais postadas no facebook diariamente que servem somente para adormecer o senso crítico do eleitor"


Para sintetizar, é necessário uma nova revolução econômica em Búzios. Os candidatos a prefeito precisam tratar esse tema como prioridade e buscarem alternativas para gerar uma nova onda na economia buziana. O eleitor, o ator fundamental nesse processo, precisa cobrar dos pré-candidatos, planos concretos para Búzios nos próximos anos. Não é momento para mensagens motivacionais postadas no facebook diariamente que servem somente para adormecer o senso crítico do eleitor, é preciso mais. É urgente apresentar um plano para a cidade e especialmente mostrar as pessoas que estão em torno dessa ideia.



terça-feira, 16 de julho de 2019

Otavinho: “Nosso vereador custa 600m2 de paralelo por ano”


Por Alan Camara

Este artigo, o primeiro de uma série que será publicado neste blog, tem o objetivo de avaliar numa perspectiva histórica e comparativa, os acontecimentos políticos e culturais dos últimos 23 anos de Búzios como município. A intenção é utilizar fontes, como jornais, fotografias, documentos oficiais, personagens, eventos, entre outros, observando as mudanças culturais e políticas que aconteceram durante este período e compará-las com o cenário atual. Este artigo, por exemplo, utiliza como fonte, uma entrevista publicada no Jornal O Perú Molhado feita com o arquiteto Octávio Raja Gabaglia, em junho de 1996, alguns meses após a emancipação de Búzios.
Às vésperas das eleições de outubro de 1996, Búzios se preparava para eleger seu primeiro prefeito e sua primeira câmara de vereadores. A cidade ainda respirava os ares de sua independência político-administrativa de Cabo Frio — em 12 de novembro de 1995 – e vivia, o que se pode chamar “os anos dourados” da história de Búzios. Havia no imaginário coletivo do buziano a idealização de uma cidade próspera, que finalmente seria capaz de decidir sobre seus rumos sem a interferência dos políticos cabo-frienses.
Alguns nomes começavam a surgir como expoentes da nova política buziana, ora porque participaram do processo emancipatório, ora porque já se destacavam como políticos tradicionais. Um deles, Octávio Raja Gabaglia, conhecido popularmente como Otavinho, uma das figuras mais importantes da política local naquele período.  Otavinho foi eleito representante de Búzios como vereador em Cabo Frio (1983-1988) e por ter exercido seu mandato nos anos que eclodiram os movimentos emancipacionistas, figurou como personagem importante dentro do processo. Otavinho era vereador quando foi entregue à Câmara de vereadores de Cabo Frio, em 1985, o “Manifesto dos Oito”, documento redigido por um grupo de entusiastas emancipacionistas, considerado um dos primeiros passos que levaria à emancipação. Otavinho foi eleito como vereador nas eleições de 3 de outubro de 1996 e teve seu mandato cassado por dupla filiação partidária, assunto que será mais detalhado em outra oportunidade.
Otavinho era figura recorrente na imprensa buziana, especialmente no Jornal O Perú Molhado, que lhe dedicava periodicamente páginas para entrevistas ou opiniões, nas quais tinha por hábito analisar incisivamente as personagens e os cenários da política, naquele período, ainda em estágio embrionário de formação. Por ter sido figura importante no processo urbanístico da cidade — sua formação é arquitetura —, numa conjuntura na qual a simplicidade intelectual era predominante e, consequentemente, até certo ponto, ausente de outras vozes que pudessem refutar suas ideias e conceitos, Otavinho construiu durante os anos o status de principal formador de opinião para assuntos da política e da cidade. 
Suas críticas, ilustradas por metáforas de cunho urbanísticas, direcionadas aos pretendentes a cargos públicos, mais especificamente aos candidatos a vereadores que proliferavam por todos os lados, ainda estão completamente atualizadas, não por clarividência, mas pelo cenário político buziano não ter sido alterado em nada nesses 23 anos de emancipação. Nas palavras de Otavinho: “Nós temos candidatos, candidatos a candidatos, mas ninguém diz ao que veio.” 

“Nós contra eles”
É interessante observar nos jornais do período as dúvidas e os anseios do cidadão buziano em relação aos rumos que o novo município parecia tomar. A emancipação político-administrativa se deu como resultado da união de todas as camadas da sociedade e juntou classes sociais diferentes num mesmo objetivo. 
Após a vitória do “SIM”, em 12 de novembro de 1995, essas classes retornaram às suas posições originais e cada uma tratou de projetar seus interesses no novo município. Foi nesse contexto que o sentimento do “nós contra eles” começou a ser percebido, inicialmente no campo político-partidário, depois, nas relações sociais entre os “nativos e forasteiros”, que enxergavam horizontes diferentes para Búzios.  
Em 1996, o buziano ainda caminhava na lama e caia nos buracos. A cidade não tinha 20% de sua malha viária pavimentada e esta era uma das principais urgências para que o município pudesse dar seus primeiros passos em solo seco. Isso pode ser observado na entrevista em que Otavinho usa de suas metáforas para comparar o custo do vereador e do paralelepípedo: “Você sabe quanto custa um vereador para Búzios, só em custo direto? Só estou falando do salário que ele recebe, nada de telefone, assessor? 54 metros de rua calçada, com 5 metros e meio de largura, em paralelepípedo, por mês. Então, 600 m2 de paralelo por ano.” 
Em 2019 um vereador buziano custa aos cofres públicos 7.429,95 reais mensais, sem contar assessores, celulares e penduricalhos que recebe. Por ano, o custo de um vereador em Búzios chega a 96.589,35 reais. O preço do metro quadrado de paralelepípedo, segundo tabela 2019 da EMOP (Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro) é de 80 reais. Seguindo o raciocínio de Otavinho, somente o salário anual de um vereador de Búzios em 2019 permitiria ao município pavimentar 1.200m2 de paralelepípedo: uma rua!
A câmara de vereadores de Búzios não representa o cidadão
Atualmente pavimentação deixou de ser uma necessidade urgente. Apesar de não ter a malha viária pavimentada em sua totalidade, vias importantes já foram contempladas. Porém, novos obstáculos surgiram, especialmente no que diz respeito à probidade com a coisa pública, e fizeram aumentar antigos problemas, especialmente na educação e na saúde. Nesse ponto, o papel do vereador como fiscalizador dos atos do Executivo é de fundamental importância.   
Nos 23 anos de emancipação, com excessão de alguns lampejos, a atuação dos vereadores não desmentiu as palavras de Otavinho. A câmara de vereadores de Búzios sempre atuou no “limite seco” no que diz respeito ao padrão de atuação institucional esperado, ou seja, muito abaixo do nível de satisfação no qual o cidadão se sente representado. 
Numa análise simples, o Legislativo buziano é uma instituição que se omite de sua principal função: fiscalizar; corrigir as ações do Executivo, quando essas se desviam de seu curso correto e lícito. Por exemplo, ao contrário do que se pensa, é graças à atuação efetiva da Câmara que processos traumáticos, como impeachment, podem ser evitados. Quando há independência do Legislativo, e isso se traduz em fiscalização do Executivo, o cidadão é posto na posição central dessa relação.

  

sexta-feira, 1 de março de 2013

A Saga de Maria Dária, o livro


Hoje recebi pelo correio o livro "A Saga de Maria Dária", uma biografia da mãe do ex-prefeito de Cabo Frio, Ivo Saldanha, que havia prometido enviar-me na ocasião que foi entrevistado pelo blog. Coincidentemente, Marcelo Lartigue, editor do Perú Molhado já havia me avisado um dia antes que reproduziria no jornal dessa semana a entrevista com o ex-prefeito publicada aqui no blog. (veja a entrevista

O livro é um rico relato da história de vida de sua mãe que criou seus filhos em plena selva amazônica, e todas as dificuldades que este ambiente hostil proporcionava. 

Ivo Saldanha pretende lançar o livro em breve, e pela leitura inicial que fiz, parece ser um livro interessante, que enaltece a relação de coragem e amor de uma mãe. 

Ao ex-prefeito, vale a admiração por honrar de verdade, através da publicação das memórias de sua mãe, a perpetuação de sua gratidão a esta grande mulher retratada nesse livro.


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Búzios: a juventude mostra sua força na internet


A Web Rádio Conexão Búzios foi criada para suprir a necessidade dos jovens de terem um fácil acesso aos sucessos que tocam nas baladas e nas rádios convencionais

Bruninho Ximenes e DJ Willian Araújo agitam a rapaziada


Ninguém melhor para traduzir o espírito livre da web que os jovens e seus ideais. O vigor dessa mídia que utilizamos, seja por email, sites ou mídias sociais, já faz parte da rotina do buziano.  - Quem nunca acessou a internet antes de se levantar da cama para trabalhar?

O buziano definitivamente está na rede, e com muito mais frequência e quantidade que imaginam alguns. Antes território de um pequeno grupo, atualmente, até aqueles que não possuem um computador ou sequer sabem o que é Facebook, já comentam no dia a dia, notícias, fofocas ou informações que surgiram nas mídias sociais.

Com esse território fértil e imprevisível, mídias antes utilizadas somente no que chamam erradamente de “mundo real” já fazem parte da rede alcançando centenas e até milhares de leitores, expectadores ou ouvintes diariamente.

Uma dessas é Web Rádio Conexão Búzios, uma emissora voltada exclusivamente a Internet, levando ao ar uma programação destinada ao público jovem, um projeto que não deve em nada a nenhuma outra emissora do país. A Web Rádio Conexão Búzios possui uma plástica invejável, significativos índices de audiência (sendo uma das mais ouvidas web rádios do momento), além de ser uma forte concorrente para FM's e outras Web's Rádio presentes na mesma cidade. 

Esse ano a Web Rádio Conexão Búzios estará presente nos principais eventos voltados ao público jovem, a rádio leva qualidade, cultura, divulgação e entretenimento não apenas na Internet, mas também às Casas Noturnas e comércio em geral.

A programação mais acessada do momento é a programação "TÔ NA ÁREA" todas as Segundas, Quartas e Sextas à partir das 20h com Bruninho Ximenes e DJ Willian Araújo uma programação voltada para o segmento Jovem-Contemporâneo e ouvida por um público misto, a WEB RÁDIO CONEXÃO BÚZIOS valoriza a boa música, a informação e prioriza com rigor as inserções de chamadas dos patrocinadores: comerciantes – parceiros e colaboradores culturais.

O bom humor, a linguagem despojada, a programação jovem "TO NA ÁREA" e a informação musical são seus pontos principais.
- Fora do mundinho vivido por outras emissoras, aqui se faz muito, muito mais do que simplesmente colocar músicas no ar, existe uma relação rádio-ouvinte, ouvinte-rádio que mescla informação, divulgação e entretenimento. Diz Bruninho Ximenes.
- Não há como negar: a Internet é uma realidade, e está presente em tudo que fazemos ou contratamos, além de atingir diretamente 96% da população consumista. 

E o grande diferencial é que seja onde for, independente da língua que seu País utilize, lá estará A WEB RÁDIO CONEXÃO BÚZIOS, pois é uma rádio mundial, que só depende de um computador ou celular com Internet. Diz Dj Willian Araujo.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Estagiários demitidos são recebidos por secretário


O secretário garantiu que a bolsa-auxílio, referente ao mês de janeiro, seria paga até a próxima sexta-feira.

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Messias Carvalho - vereador
Na última terça-feira, como foi publicado aqui no blog e nas mídias sociais, os estagiários universitários e de ensino médio foram dispensados sem qualquer tipo de aviso prévio ou maiores explicações por parte do executivo. Na tentativa de buscar uma explicação, na manhã de ontem um grupo se reuniu em frente à Prefeitura para a realização de um Ato Público. 

Foi constituída uma comissão de estagiários para reivindicar uma audiência com o Prefeito André Granado mas foram recebidos pelo Secretário de Administração, Pedro Anderson, que tentou esclarecer alguns pontos.

Segundo o Secretário, a dispensa se justificava porque o ex-Prefeito Mirinho Braga teria utilizado vagas de estágio como barganha política, que estagiários estariam realizando funções diferentes da formação escolar e muitos estariam estariam faltando ao estágio.

Pedro Anderson também afirmou que de imediato seria feito um recadastramento, com prioridade de estágio para os que tiverem contato com a chefia do setor. O secretário também garantiu que a bolsa-auxílio, referente ao mês de janeiro, seria paga até a próxima sexta-feira, (7/2). Os estagiários não tiveram uma posição se os dias trabalhados referentes ao mês fevereiro serão pagos também.

Outra questão levantada pela comissão e que o secretário não soube responder, foi sobre férias não gozadas dos estagiários dispensados - já que a grande maioria tinha mais de um ano na função -Pedro Anderson disse que iria apurar.

Considerando-se que a primeira das justificativas apresentadas esta fundamentada em suposta motivação política do governo anterior, que apenas serviria para caracterizar tal intenção por parte do atual governo, e que as outras duas não se sustentam, caracterizando a mesma intenção, permanece o questionamento: qual foi o embasamento legal utilizado pelo Governo, considerando-se que a Lei Municipal nº 731/2009, que institui o Programa de Estágio, organiza as ações e dá outras providências, não prevê tal procedimento?

 E se há embasamento legal, a administração deveria esclarecer qual o procedimento administrativo foi instaurado para fundamentar a decisão governamental.


sábado, 2 de fevereiro de 2013

Praça Emília Francisca: um golaço!


Se o prefeito André Granado fizer 20 praças como essa, a torcida vai ao delírio.





É assim que os moradores, mães, crianças e atletas de fim de tarde definem a Praça da Mandrágora, na comunidade da Vila Caranga. Desde que foi inaugurada ano passado pelo ex-prefeito Mirinho Braga, o espaço caiu na graça do buziano por ser a única praça pública do município a ter e um campo de futebol padrão ‘society’ com grama sintética.

Conhecida pelo apelido desde que era uma área abandonada, a Praça Emília Francisca de Jesus - seu nome oficial - era um terreno fértil para proliferação de drogas e pequenos furtos que aconteciam naquela localidade. O local, anteriormente deserto e perigoso, contrastava com o hotel Mandrágora – daí o seu apelido – que tem sua sede ao lado da praça e devido ao abandono que era o lugar expunha seus hóspedes, em sua grande maioria estrangeira, a frequentes furtos.

Zequinha, o rei dos lanches da Praça, sua esposa Sula
e Gugu da Vila que come mais do que joga
 


A construção da praça era uma antiga reivindicação dos moradores - alguns dizem que aguardavam a obra por trinta anos - tanto pela o espaço urbano que precisava de revitalização, quanto pelo aspecto social da comunidade, que passou a ter mais uma opção de lazer principalmente para moradores de Vila Caranga, Portal da Ferradura, Tartaruga.

Zequinha, um dos moradores mais antigos viu uma oportunidade para abrir seu próprio negócio assim que a Praça ficou pronta, e transformou sua garagem em lanchonete que hoje é a parada obrigatória das pessoas que passam por lá.

- Isso aqui era terrível. Agora vive cheio de gente de todo lugar. Todas as noites tem futebol. Pena que estão quebrando os brinquedos - disse.

As crianças não podem mais brincar porque
alguns marmanjos estão usando seus brinquedos


Além da lanchonete do Zequinha, outros comércios estão surgindo no entorno da praça e adjacências. Pizzarias e até um restaurante especializado em massas estão elevando o padrão de vida da localidade despontando como opção boa e barata para moradores e turistas.

A horta de Dona Emília
A área onde hoje está a Praça Emília Francisca de Souza era uma espécie de pântano e inclusive foi cenário de um acidente que quase culminou em tragédia. Segundo conta o historiador Antônio Câmara, um caminhão com um carregamento de pedras tombou e um dos passageiros só conseguiu se salvar porque se agarrou as “taboas”, uma espécie de vegetação que cobria o espelho d’água.

A Praça leva o nome de Emília Francisca de Jesus, matriarca de uma das famílias mais tradicionais de Búzios, que além da homenagem, relembra o fato de Dona Emília, como era conhecida, ter mantido por anos uma horta comunitária onde hoje está o hotel La Mandrágora.

Atualmente, alguns equipamentos já apresentam desgaste e outros já estão quebrados. O motivo, segundo informações dos moradores, se deve ao uso indevido,  como é o caso dos brinquedos infantis que estão sendo usados por adultos, e que necessitam de reparos. O novo governo também pode acrescentar mais atrativos à praça instalando os equipamentos da academia ao ar livre para a terceira idade, que estava previsto no projeto inicial, mas não foi instalada.

 A Praça é um modelo de sucesso que pode ser levado para outros bairros com vocação para esse formato. Assim como a Praça do skate fez ressurgir a prática do skate em toda cidade, a Praça Emília Francisca de Jesus, a cada dia agrega mais adeptos de todas as idades que querem entrar em forma e jogar uma bolinha sobre seu gramado artificial verde. 


sábado, 19 de janeiro de 2013

Búzios: assembléia discute aumento salarial




No dia 30 de janeiro, às 17h, o Sindicato dos Empregados em Hotéis, Meios de Hospedagem e Gastronomia convida os trabalhadores de Búzios, Macaé e Niterói para discutir o aumento salarial da categoria.

Todos os anos, o piso salarial dos trabalhadores da categoria são reajustados de acordo com a database. Para os trabalhadores destas três cidades, a database é todo dia 1 de março. Já os trabalhadores de Cabo Frio, a database é no dia 1 de fevereiro. Os trabalhadores de Cabo Frio já tiveram a Assembléia, que foi realizada no ano passado.

Mais informações sobre a Assembléia, que será realizada na sub-sede do Sindicato em Búzios, na Rua 2, Lote 45 – Loteamento Yucas, no bairro de Manguinhos (próximo ao mercado Só Ofertas), pelo telefone (22) 2623-2942


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Campo da SEB: atualmente o único gol na SEB é um carro


Hoje em dia, com carros no lugar de jogadores, o campo da SEB vem, ano após anos, se descaracterizando como 'um espaço de todos'. Não acontecem mais as "peladas" de fim de tarde.





Bola 'dente de leite' ou de couro. De chuteiras ou descalços, na grama ou  pedalando. Assim foi a infância de muitos buzianos, nativos ou não, que aprenderam algum tipo de recreação ou atividade no Campo da SEB (Sociedade Esportiva de Búzios). Na bicicleta ou no futebol,  crianças, jovens e adultos tomaram tombos ou fizeram gols nesse campo comunitário.

Na era de ouro do futebol buziano - anos 80- assistir aos jogos na SEB era melhor que ouvir um Fla X Flu com Zico e Roberto Dinamite na Rádio Globo. Não havia refletores como os de hoje em dia, e as partidas só eram encerradas quando o dia escurecia ao som das cigarras.  Não havia arquibancadas, e os domingos eram de festa, com lotação máxima para assistir aos clássicos entre Mangue (Centro) e Azul e Branco (Armação).


Não acontecem mais as "peladas" de fim de tarde. Os torneios e os campeonatos estão se tornando raros e desinteressantes


Hoje em dia, com carros no lugar de jogadores, o campo da SEB vem, ano após anos, se descaracterizando como 'um espaço de todos'. Não acontecem mais as "peladas" de fim de tarde. Os torneios e os campeonatos estão se tornando raros e desinteressantes, e com isso, o campo segue rumo ao esquecimento para a prática de esporte e recreação, sua vocação original, e vem sendo utilizado para shows, estacionamento e até para heliporto.

Já existe um pensamento, um movimento para transformação do Campo da SEB em estacionamento central sob o argumento de que essa iniciativa será de utilidade pública, uma vez que o problema do fluxo de veículo no centro da cidade seria amenizado e beneficiaria a todos, não somente a uma minoria que atualmente explora como estacionamento.


A nova secretaria de esporte também pode fomentar praticas esportivas naquele espaço e colaborar na elaboração de campeonatos mais interessantes


Se não houver por parte da administração da SEB e das pessoas envolvidas com a direção do clube o interesse no resgate do uso original do campo para  prática de esportes e evitar seu uso para outros fins, como os que estão sendo praticados, o caldo desse movimento para extinção do campo vai ganhar força na sociedade que certamente irá apoiar a iniciativa diante do mau uso desse espaço.

É urgente trocar os pneus pelas chuteiras. A nova secretaria de esporte também pode fomentar praticas esportivas naquele espaço e colaborar na elaboração de campeonatos mais interessantes, e aproveitar o suporte do deputado Federal Romário, que indicou o novo secretário, para criar pólos de talentos do futebol na cidade, gerar receita para o clube e formar craques buzianos. As crianças, os adultos e todos que tem uma história com esse campo vão agradecer pelo gol.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Via Lagos: A fotografia não mostra tudo


"RIO - Seis pessoas morreram, entre elas duas crianças, numa colisão entre um carro e um caminhão na Via Lagos, na noite desta sexta-feira. As vítimas estavam no carro, que ficou completamente destruído após o acidente. A rodovia não precisou ser interditada, segundo informou a concessionária CCR ViaLagos." Jornal O Globo


Foto: Blog da Renata Cristiane


Lata retorcida, pneus destroçados e manchas de sangue na pista. A fotografia é dramática mas não mostra tudo. Aliás. Ainda esconde o pior lado do acidente: a omissão.

Não se trata dos corpos lançados a metros de distância do carro ou presos em meio aos destroços. Nem os familiares desconsolados ao lado dos seus entes queridos, mortos, que saíram de suas casas somente para passar um final de semana em uma praia da Região dos Lagos.

O pior ângulo da fotografia só vem à tona quando uma tragédia acontece e expõe a fratura da falta de atitude para resolver questões, por muitas vezes, de fácil solução.


"De cada dez acidentes ocorridos na rodovia, em pelo menos 6 o veículo atravessou a pista e atingiu outro que vinha em sentido contrário."


A Via Lagos, rodovia de acesso à Região dos Lagos, e que segundo a CCR (concessionária que a administra) chega a contabilizar mais de 300 mil veículos em feriados e finais de semana prolongados, arrecada uma média de 14 reais por automóvel. Façam as contas. Essa quantidade de carros, somados a imprudência e imperícia dos motoristas, são fatores fundamentais para causa de morte no trânsito. Mas não é só isso.

Os acidentes na Via Lagos não são poucos. Apesar da CCR divulgar queda de 38% do índice de acidentes e 40% de mortes desde o início da concessão, na prática, eles tem se tornado muito mais frequentes e trágicos.

E o que torna a Via Lagos tão perigosa a ponto de estar sendo considerada como a "Via da morte"? A resposta é a do meio.

Apesar de atender as normas padrões, ter boa sinalização e manutenção preventiva constante, a via Lagos é uma das poucas rodovias de "mão dupla" de tráfego intenso que não possui divisória central em sua extensão. A falta desse dispositivo de segurança tem feito a diferença no número de mortes. De cada dez acidentes ocorridos na rodovia, em pelo menos 6 o veículo atravessou a pista e atingiu outro que vinha em sentido contrário.

Na última semana, mais um trágico acidente com mortes foi incluído na estatística da Via Lagos, e trouxe novamente ao debate, a urgência de instalação da divisória central da rodovia. As manifestações de revolta e indignação se espalharam rapidamente na imprensa e nas mídias sociais. O delegado da 118a Delegacia de Polícia de Araruama, Jorge Maranhão, responsável pela investigação desse acidente, também destaca no jornal O Globo, que a falta da divisória e que esses tipos de acidente são recorrentes na Via Lagos.

- A estrada não tem muro de proteção e esse tipo de acidente é frequente. Deveria ter uma divisória ali. Os carros passam em alta velocidade, inclusive em algumas curvas. Estamos tentando agilizar a perícia - disse Maranhão em entrevista ao Jornal O Globo. 

O deputado Janio Mendes (PDT) em seu perfil no facebook também falou sobre o fato e levantou o tema provocando reações e repúdio ao desinteresse dos órgãos responsáveis por resolver esta questão:

-  Foram duas audiências publicas, varias audiências na Agetransp (*). A comprovação da necessidade e determinação de construção da mureta divisória. Até agora nada e as pessoas seguem morrendo. Até quando? - escreveu o deputado.

A necessidade é urgente. O número de veículos aumenta e a tendência é que mais acidentes aconteçam e mais vidas sejam perdidas. Não adianta esperar o poder público ou a concessionária. A sociedade pode se organizar através de abaixo-assinados, manifestações, movimentos, e obrigar, nem que seja judicialmente - dinheiro existe - que esta mureta divisória seja construída. Antes que seja tarde demais para não tirar mais fotos como essa. 


(*) Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro.


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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Carlinhos: " o cardápio sou eu"

Satyricon, Lorenzo, Cigalon, esqueçam todos eles. O melhor restaurante de Búzios é o de Carlinhos da Brava.





Nunca mais esqueci dessa frase do título quando perguntei a Carlinhos onde estava o cardápio.

Oficialmente, o restaurante se chama "Laís",  (nome de sua filha). Mas é popularmente conhecido como "Restaurante do Carlinhos".

O restaurante tem todos os ingredientes para o sucesso. Primeiro pela boa localização da Rua da Brava  (Alfredo Silva) que é uma das mais tradicionais de Búzios, vista por muitos como o termômetro político/cultural/financeiro daquela região. Para se ter uma idéia, até o jornal O perú Molhado mudou sua redação para aquela rua para ficar por dentro dos acontecimentos sociais e políticos da cidade. A rua é uma espécie de 5a avenida buziana.

Brincadeiras a parte, a rua tem atividade intensa de moradores, visitantes, hóspedes temporários, argentinos pobres e até recentemente,  prostitutas que levavam tripulantes dos transatlânticos para programas. Na Rua da Brava convivem em aparente harmonia, os mais distintos tipos de pessoas: trabalhadores, pescadores, doidões e crentes, todos transitando ininterruptamente 24 horas por dia sem qualquer atrito cultural.

No meio dessa confusão toda, está um dos melhores pratos caseiros de Búzios. Comida feita com cuidado, dedicação e muito tempero. Um dos poucos lugares que se pode comer saladas e verduras sem se preocupar com a higiene dos alimentos. "Lá não tem sacanagem na comida se o cliente reclamou de alguma coisa". Andréia, esposa de Carlinhos, comanda com autoridade a cozinha e mantém a mesma qualidade da comida, desde que foi inaugurado há 22 anos.


 O cliente' quem quer que seja, operário de obra, funcionário de hotelaria, funcionário público, prefeito, juiz, todos que frequentam seu restaurante,  não importa. Carlinhos atende do mesmo jeito e pronto.


Carlinhos, o dono, é um caso a parte. Carlinhos é o que podemos chamar de 'sinceridade em pessoa'. - Tá bom, tá! Se não tiver, tá bom também. É isso!

É honesto, direto e curto nas respostas. Para alguns desavisados, soa até estranho, mas o atendimento que Carlinhos dá não tem sorrisinho forçado, conversinha fiada ou tratamento especial. O cliente' quem quer que seja, operário de obra, funcionário de hotelaria, funcionário público, prefeito, juiz, todos que frequentam seu restaurante,  não importa. Carlinhos atende do mesmo jeito e pronto.

E o curioso, é que o tempo mostra que a originalidade de Carlinhos, faz com que a gente reflita se não é assim que todos deveriam ser. Pra quê sorrisinho forçado? Pra quê conversinha fiada?  O que a gente quer é uma comida bem feita, uma coca-cola gelada e um brigadeiro feito por Laís. Simples.

Cardápio pra quê?

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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Calma, gente

"Uma semana é muito pouco. Em oito dias de administração não dá tempo nem de achar a caneta na gaveta."



Todo início é difícil, não tem jeito.

Assim que o prefeito senta na cadeira, no primeiro dia, os problemas começam a surgir. E aí, o buziano começa a colocar em pratica seu hobby preferido: reclamar

É verdade que alguns setores reconhecidamente problemáticos, especialmente a coleta de lixo e o atendimento no hospital, que apesar de estarem acontecendo, apresentam uma certa desorganização nesse início.

Um paciente que foi atendido no hospital comentou sobre os procedimentos internos que ainda estão confusos, especialmente na realização de exames e consultas que não seguem um procedimento padrão, causam atrasos e ignoram a prioridade para o grau de gravidade de cada paciente.

- Fiz a coleta de sangue e a funcionária pediu que eu levasse até o laboratório de análise. Achei estranho, pois ela deveria ter feito isso.  E foi o que confirmou a funcionária do laboratório. Em outra situação, a enfermeira me pediu que eu tomasse o remédio receitado, mas não tinha copos plásticos para ingerir a medicação - relatou.

O lixo também apresenta problemas de acúmulo em algumas áreas da cidade. No centro, por exemplo, a Rua das Pedras amanheceu com uma grande quantidade de lixo espalhado em sua extensão que ainda não havia sido recolhido. O radialista Edson Ramos comentou em seu perfil do Facebook sobre a situação que estava a Rua das Pedras na manhã de ontem (segunda-feira).

"O que está acontecendo com a coleta de lixo aqui em Búzios??? Se no centro aonde trabalho está assim largado, pensem em como está a montanha de lixo na Cem Braças!"

Quanto a coleta de lixo, as razões são óbvias e exigem paciência da população. O movimento intenso na cidade, que recebe nesse início de ano quase 200 mil visitantes, certamente é uma das causas principais da sobrecarga dos serviços, inclusive de serviços de empresas privadas como telefonia, energia elétrica e abastecimento de água.

Outra causa pode ser devido a falta de 'conhecimento de território', por parte do setor responsável, quanto aos itinerários e os bairros com maior demanda de recolhimento de lixo nesse início de ano. 

No caso do hospital, uma das razões pode ser o reaproveitamento de alguns funcionários da administração anterior que estão sem qualquer garantia que ficarão em seus cargos. Essa insegurança, gerada por uma provável exclusão interna  por serem de outro grupo, e talvez até por falta de um esclarecimento formal da chefia quanto ao futuro de cada um, pode ser a causa da falta de coordenação e entrosamento entre os funcionários e consequentemente os serviços.

Não era de se esperar outra coisa. A saúde e os serviços públicos são a primeira pedra no sapato de qualquer início de administração, ainda mais em uma cidade como Búzios, onde não faltam pedras para sapatos. E uma semana é muito pouco. Em oito dias de administração não dá tempo nem de achar a caneta na gaveta. Calma, gente.



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